Sempre escrevi em versos. Pensei,então, para o título do blog, algo como "in versos", não estava disponível. Depois, atentei que escrevia geralmente para mim mesmo, portanto, "introversos" expressaria melhor a idéia, também indisponível. Finalmente, ocorreu-me fazer uma malvadeza comigo mesmo, não somente tornando-os públicos, mas romper com uma forma de escrita, permitindo-me escrever o que estiver a fim, do jeito que desejar, para quem quiser ler... meus (per)versos. Aí foi!
domingo, 29 de março de 2015
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Olinda
Gosto de Olinda,
porque é cheia de graça
Uma alegria
em cada rua, em cada praça
Seu relevo e
suas curvas são uma beleza à parte
Olinda é
tradição; é arte.
Lembra-nos
um tempo que já passou
Olinda é aonde
vou...
“Olinda, quero cantar
A ti, esta canção
Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração
De amor a sonhar, minha Olinda sem igual
Salve o teu carnaval”
A ti, esta canção
Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração
De amor a sonhar, minha Olinda sem igual
Salve o teu carnaval”
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Ao poeta andarilho
Que a poesia nos possibilite, livres, criar
Que nossa loucura não nos impeça de amar
E Que a morte nos abra novos caminhos a andarilhar...
Somos todos poetas;
Somos todos loucos;
Somos todos andarilhos;
Somos todos Mário Gomes!
Ao poeta andarilho Mário Gomes, que partiu com o ano 2014.
Que nossa loucura não nos impeça de amar
E Que a morte nos abra novos caminhos a andarilhar...
Somos todos poetas;
Somos todos loucos;
Somos todos andarilhos;
Somos todos Mário Gomes!
Ao poeta andarilho Mário Gomes, que partiu com o ano 2014.
Pensando, pensando...quem sabe continuo existindo
Vivemos dias difíceis... E esse momento exige, de cada um de nós, um
esforço reflexivo de análise política, limitados pelas ferramentas que
cada um dispõe; mas qualquer coisa além da pobre dieta sectária
disponibilizada nos menus globais.
Estou aqui, então, nesse exercício com meus botões: pensando e repensando, jogando ideia fora...
Compartilho a opinião de que quanto pior, pior mesmo!
E, considerando os três períodos recentes da história política brasileira, dos quais fui contemporâneo – a ditadura militar, o período neoliberal do PSDB e o chamado neo desenvolvimentismo do PT – não concordo que não existam diferenças. É impossível olhar esses três momentos históricos e não identificar importantes conquistas e avanços.
Importantes, mas não suficientes. Insuficientes, mas não sem importância.
Por outro lado, compreendo que quem quer que vá assumir o poder político na atual conjuntura, por mais revolucionário e comprometido que seja, com a classe trabalhadora, não passará de um gerente do Estado capitalista. Portanto, é apenas mais do mesmo velho e ruim capitalismo... Mais, tanto no sentido da continuidade, da reprodução do capital; como, também, de sua intensificação.
Continuamos sob a ordem capitalista, racista, machista, homofóbica... Nesse sentido, olhando para a realidade, seguimos gemendo e chorando nesse vale de lágrimas. E o pior é que não existe futuro no capitalismo; nem para os capitalistas.
Contudo, repito: embora sendo mais do mesmo, esses momentos históricos e os grupos políticos que gerenciam o Estado em cada momento, não são iguais. E como a história não é uma mera repetição, movendo-se nos limites das contradições, há muito por avançar ou retroceder, na perspectiva da classe trabalhadora, dentro da ordem.
Penso, ainda, que as principais batalhas necessárias à transformação social, tanto as que se dão dentro da ordem, quanto as que tencionam sua ruptura, ocorrem, sobretudo, noutros campos, para além da via eleitoral. Mas a conjuntura política, incluindo as correlações de forças estabelecidas na composição do poder político, interfere nas possibilidades das lutas sociais.
Portanto, se não podemos superestimar a importância da disputa eleitoral pela gerência do poder político do Estado capitalista e esperar que no voto possamos mudar a ordem social, não convém menosprezá-la.
Sempre temos escolhas a fazer, incluindo não votar. E qualquer decisão, inclusive a negação do voto, tem suas implicações.
Nesse assunto, tenho sido pragmático: dentre as alternativas, inclusive o voto nulo, qual o cenário mais adequado para potencializar forças e avançar na organização e nas lutas da classe trabalhadora, numa perspectiva de superação da ordem capitalista?
Mais fácil perguntar que responder.
Contudo, venho remoendo umas ideias:
Elegemos um Congresso mais conservador e reacionário que o atual;
O resultado do primeiro turno e o rumo da campanha do segundo turno aponta para um possível resultado eleitoral com uma pequena vantagem de votos do candidato ou candidata eleita;
A campanha pela reeleição de Dilma tem mobilizado diversas organizações, movimentos sociais e lideranças políticas do campo democrático e popular. Parte por acreditar, sinceramente, que essa é a melhor alternativa para a classe trabalhadora; outros, por motivos menos nobres.
A eleição de Dilma, no segundo turno, exige a captação de votos principalmente entre os eleitores da Marina, onde se encontram os votos mais conservadores. Será possível conquistar esses votos sem retroceder e rebaixar ainda mais o seu Programa político?
Suspeito que, caso Dilma seja eleita, com uma pequena vantagem de votos; com um Programa político rebaixado; com um Congresso mais reacionário; com a oposição mais fortalecida e organizada; com lideranças e organizações sociais implicadas com o poder político; teremos uma conjuntura cuja gestão do Estado capitalista terá, ainda mais, reduzidas as perspectivas de conquistas da classe trabalhadora, que no período anterior.
E se, nessa conjuntura política, Aécio Neves for eleito?
Alguma dúvida quanto a retrocessos? Da minha parte, nenhuma.
Se essa leitura estiver correta... Lascou!
Qualquer resultado dessas eleições aponta uma composição do poder político cuja correlação de forças na gestão do Estado capitalista reduz, ainda mais, as parcas possibilidades de avanços na perspectiva da classe trabalhadora.
Qualquer que seja o resultado, damos um passo atrás.
Então, meu pragmatismo eleitoral interroga: qual desses passos atrás nos permite tomar impulso para saltar à frente?
Será a hora de arrancar as penas e quebrar o bico?
Estou aqui, então, nesse exercício com meus botões: pensando e repensando, jogando ideia fora...
Compartilho a opinião de que quanto pior, pior mesmo!
E, considerando os três períodos recentes da história política brasileira, dos quais fui contemporâneo – a ditadura militar, o período neoliberal do PSDB e o chamado neo desenvolvimentismo do PT – não concordo que não existam diferenças. É impossível olhar esses três momentos históricos e não identificar importantes conquistas e avanços.
Importantes, mas não suficientes. Insuficientes, mas não sem importância.
Por outro lado, compreendo que quem quer que vá assumir o poder político na atual conjuntura, por mais revolucionário e comprometido que seja, com a classe trabalhadora, não passará de um gerente do Estado capitalista. Portanto, é apenas mais do mesmo velho e ruim capitalismo... Mais, tanto no sentido da continuidade, da reprodução do capital; como, também, de sua intensificação.
Continuamos sob a ordem capitalista, racista, machista, homofóbica... Nesse sentido, olhando para a realidade, seguimos gemendo e chorando nesse vale de lágrimas. E o pior é que não existe futuro no capitalismo; nem para os capitalistas.
Contudo, repito: embora sendo mais do mesmo, esses momentos históricos e os grupos políticos que gerenciam o Estado em cada momento, não são iguais. E como a história não é uma mera repetição, movendo-se nos limites das contradições, há muito por avançar ou retroceder, na perspectiva da classe trabalhadora, dentro da ordem.
Penso, ainda, que as principais batalhas necessárias à transformação social, tanto as que se dão dentro da ordem, quanto as que tencionam sua ruptura, ocorrem, sobretudo, noutros campos, para além da via eleitoral. Mas a conjuntura política, incluindo as correlações de forças estabelecidas na composição do poder político, interfere nas possibilidades das lutas sociais.
Portanto, se não podemos superestimar a importância da disputa eleitoral pela gerência do poder político do Estado capitalista e esperar que no voto possamos mudar a ordem social, não convém menosprezá-la.
Sempre temos escolhas a fazer, incluindo não votar. E qualquer decisão, inclusive a negação do voto, tem suas implicações.
Nesse assunto, tenho sido pragmático: dentre as alternativas, inclusive o voto nulo, qual o cenário mais adequado para potencializar forças e avançar na organização e nas lutas da classe trabalhadora, numa perspectiva de superação da ordem capitalista?
Mais fácil perguntar que responder.
Contudo, venho remoendo umas ideias:
Elegemos um Congresso mais conservador e reacionário que o atual;
O resultado do primeiro turno e o rumo da campanha do segundo turno aponta para um possível resultado eleitoral com uma pequena vantagem de votos do candidato ou candidata eleita;
A campanha pela reeleição de Dilma tem mobilizado diversas organizações, movimentos sociais e lideranças políticas do campo democrático e popular. Parte por acreditar, sinceramente, que essa é a melhor alternativa para a classe trabalhadora; outros, por motivos menos nobres.
A eleição de Dilma, no segundo turno, exige a captação de votos principalmente entre os eleitores da Marina, onde se encontram os votos mais conservadores. Será possível conquistar esses votos sem retroceder e rebaixar ainda mais o seu Programa político?
Suspeito que, caso Dilma seja eleita, com uma pequena vantagem de votos; com um Programa político rebaixado; com um Congresso mais reacionário; com a oposição mais fortalecida e organizada; com lideranças e organizações sociais implicadas com o poder político; teremos uma conjuntura cuja gestão do Estado capitalista terá, ainda mais, reduzidas as perspectivas de conquistas da classe trabalhadora, que no período anterior.
E se, nessa conjuntura política, Aécio Neves for eleito?
Alguma dúvida quanto a retrocessos? Da minha parte, nenhuma.
Se essa leitura estiver correta... Lascou!
Qualquer resultado dessas eleições aponta uma composição do poder político cuja correlação de forças na gestão do Estado capitalista reduz, ainda mais, as parcas possibilidades de avanços na perspectiva da classe trabalhadora.
Qualquer que seja o resultado, damos um passo atrás.
Então, meu pragmatismo eleitoral interroga: qual desses passos atrás nos permite tomar impulso para saltar à frente?
Será a hora de arrancar as penas e quebrar o bico?
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Silêncios
Silêncio não é ausência de palavras;
Silêncio é palavra facultada ao mundo.
E palavras, nunca são só palavras...
Silenciar, para ouvir o mundo:
O mundo de fora;
O mundo de dentro.
Silêncios criativos, prenhes de palavras.
Poiésis transformadoras
da vida,
Construtoras de mundos.
“E o verbo se fez carne e habitou no meio de nós...”
Diferenças
Por que
rompemos a indiferença,
Se tantas
diferenças nos afastam?
E se outras
tantas diferenças nos enlaçam;
Por que,
então, não fazemos diferente?
Se o
encontro virtual é sempre mais carente;
Se a
distância nos faz cada dia mais presentes;
Se a saudade
é, agora, visita permanente...
Como
continuar indiferente?
Façamos,
então, diferente!
Com o tempo...
De repente, uma dolorosa ausência...
E uma intransigente recusa da realidade.
Depois, estranha presença;
Saudade profunda;
Doce lembrança;
...E só o passado, a abrigar o esquecimento.
De repente!
Não apagou a água do café
Não apanhou as roupas no varal
Não pegou a filha na escola
Não respondeu o email que era urgente
Não se despediu de nenhum parente
Não desmarcou o compromisso agendado
Não pagou as contas já vencidas
Não revelou suas senhas a quem confia
Não confessou seu amor à mulher querida
Simplesmente partiu...
Bem assim: de repente!
Simplesmente
Primeiro veio a dor de quem perdeu o que não tinha;
Dor de buraco vazio no peito;
Dor de oco.
Dor, que não se explica; apenas dói.
Depois, uma intuição de que, na verdade, ter é mera ilusão...
E o consolo de quem não pode perder o que não tem.
E se não se perde; não cabe doer.
Por fim, encarei a falta e percebi que tudo o que não tinha
continuava lá;
E que tem coisas, que por mais que não se tenha,
Simplesmente, não se perdem...
Simplesmente, assim!
O problema de Ayla
Com tanto problema, como fazer um poema?
Ora, se na vida só tem problemas; nos resta, então, fazer um
poema.
Até porque problema rima com poema
O problema são os r, b, l...
Mas não tem problema, mesmo assim a gente faz um p(r)o(b)(l)ema!
terça-feira, 27 de maio de 2014
Chuvinha fina da madrugada
Essa chuvinha fina, descendo de bicicleta,
Repare bem no chuvisco.
Sem pressa, devagarzinho...
Mesmo assim, a si molhou.
E essas rimas, nem é prosa minha;
Pois foi, linha por linha, ela mesma quem contou.
Deixou tudo escrevinhado no tilintar do telhado;
No meu corpo arrepiado;
No cheiro que a terra exalou.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Tempo de crises
Quando o mais valor não se vê realizado;
E se o explorador elimina o explorado;
E o velho poder se encontra abalado;
O que não convém dizer, já não quer ficar calado;
E o que tinha tudo pra dar certo, dá errado;
E o balde que tanto se cuidou, cai chutado...
É tempo de crises.
Quando o que se sente, já não se sabe o sentido;
E a velha explicação não é mais o veredicto;
E o insignificante apêndice explode aos gritos;
E a zona de conforto vira zona de conflitos...
Quando já deu!
E o mais casto puritano diz: fodeu!
É tempo de crises.
E Crise é bucho!
Gravidez existencial,
Prenha de possibilidades.
Tempo de crises não é tempo de parar;
Tempo de crises é tempo de parir!
terça-feira, 15 de abril de 2014
Discursos
A realidade é muito mais que os discursos que dela dizem.
Mas, de tanto ouvir, acabamos tomando-a pelos discursos.
Por outro lado, embora não sendo a realidade, os discursos a compõem,
Revelando-a, ocultando-a, orientando as ações que a conservam ou a
transformam.
Portanto, importa fazer e importa dizer.
Mas, quem foi que disse?
Não podemos continuar ditos apenas pelos outros.
domingo, 13 de abril de 2014
Pegadas na areia
Pés
Pegadas
Pegadas na areia...Pés
Pegadas
Pegadas na areia;
Tchuaaa!!!!
O mar levou...
Pés
Pegadas
Pegadas na areia...
quinta-feira, 20 de março de 2014
O Menino
Era uma vez
um menino...
O menino não
tinha nome.
Tinha poucos
brinquedos,
Muitos
irmãos
E uma mãe.
Pai, ele
tinha só um pouco.
A casa do
menino era pequena;
Mas a
família era grande.
Grande
também era a fome;
Mas a comida
era pouca.
O menino
passava mais tempo na rua.
Brincava
muito.
Se danava
mesmo.
E brigava,
de porrada!
- Quando
crescer, quero ser policial! Ter uma casa, uma família e ajudar minha mãe...
Dizia o
menino.
Os
brinquedos do menino eram poucos;
A casa do
menino era pequena;
A família do
menino era grande;
A comida do
menino era pouca;
A fome do
menino era grande;
Os sonhos do
menino eram muitos!
O menino era
feliz!
Às vezes, a
mãe do menino batia nele...
Tinha vez
que merecia mesmo;
Mas tinha
vez que não.
- Dava uma
raiva danada!
Todo dia o
menino ia pra escola.
Gostava da
escola;
Mas não
gostava de estudar, não.
Gostava
mesmo era da merenda;
Da galera;
E das gatas.
O menino
estava crescendo;
Mas não
sabia ler nem escrever, ainda...
De vez em
quando passava de ano;
Mas aprendia
só um pouco.
Gostava de
copiar; mas só de h.
O menino era
bom de bola.
Se garantia!
“O que eu
queria mesmo era ser jogador de futebol. Jogador, ou policial...”
Pensava o
menino.
O tempo tava
passando;
Mas o menino
nem ligava.
Não tava nem
aí;
Curtia
mesmo!
Saía com a
galera,
Pegava umas
gatas,
Batia um
racha...
De vez em
quando rolava umas frias;
Quando algum
chegado fazia a fé.
Fumava e
cheirava também, mas só às vezes,
Pra curtir.
- A hora que
quiser parar eu paro, ta ligado?!
Dizia o
menino.
O menino
cresceu;
Nem se
tocou...
Só que agora
a polícia vivia dando baculeijo.
De vez em
quando, a mãe do menino chamava ele de vagabundo.
- É a maior
onda prá soltar o real...
O menino não
tinha profissão;
Não sabia
ler, nem escrever (só um pouco);
Não sabia
onde procurar emprego;
Não tinha os
documentos;
E, muitas
vezes, nem tinha dinheiro pra passagem.
- Ficar só
pedindo à coroa é foda!
Às vezes
aparecia serviço de servente...
“Se, pelo
menos, fosse de porteiro ou vigia...
Trabalho de
peão é dureza.
Ta certo que
o importante é ganhar honestamente;
Mas, servente
é a maior sujeira; dá pra mim não.”
Pensava o
menino.
- Futuro?
- Não gosto
de pensar nisso não;
- O futuro a
Deus pertence.
- O que
importa é o presente.
- Tenho
futuro não...
Dizia o
menino...
domingo, 16 de março de 2014
Poesia Divina
Curta como a
vida bem vivida, de um só fôlego.
Intensa como
o breu da noite escura.
De luta! De lua...
Poesia em
curvas
A perambular
os caminhos andarilhos
Da criadora,
Da criatura.
Poesia
magia, negra...
Ousadia
criativa que nos põe a tecer o não dito.
Generosa partilha
de desejos incontidos,
Que, por não
caber-se, se espalham pelo leitor,
Corpo a dentro...
Poesia de
diva
Da vida
Divina!
sábado, 15 de março de 2014
Pimentas!
Adoro
pimentas!
E cachaça
E café
quente
E paixões...
E tantas
outras coisas que fazem bem ao coração.
Primeiro,
vem um cheiro que entra pelo nariz e nos invade corpo a dentro...
A pele em
pêlos.
Depois nos
queima a boca
Beijo quente
Que adormece
a língua.
E desce
aquecendo o peito
Ardendo a
alma....
Adoro
pimentas!
E tantas
outras coisas que fazem arder à alma.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Distâncias
Longe ou
perto?
Quem sabe ao
certo?
Espaço?
Tempo?... Movimento!
Distâncias
são caminhos percorridos;
Estradas que
há por vir;
Pontes e
abismos;
Coisas de
momento;
Tempo sem
fim.
Um tempo de anteontem;
Um depois de
amanhã.
Pensamento
vago... Distante...
Um vento que
sopra tão.
Lá onde o
vento faz a curva...
E as curvas
fazem o caminho mais distante.
Mas muitas
vezes o caminho...
Ah, o
caminho é o que importa.
O infinito
fica logo ali:
Do outro
lado da porta;
Ou além da
cerca,
Até onde a
vista se perca...
Sempre
estamos longe;
Sempre
estamos pertos.
Mas quem não
sabe aonde vai;
Nem sabe se
já chegou.
E quem nunca
se perdeu;
Nunca se
achou.
Às vezes, ao
seu lado;
Tão
distante... Desligado.
Distâncias
são ausências de liga, de atalhos.
Mas aqui se
chega num instante!
Quer saber?
É só clicar
no link:
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A Véspera da Batalha
A véspera da batalha é um dia de festa.
Não porque a vitória seja certa,
Embora necessária;
Mas para celebrar a vida, único sentido da luta.
E porque cantando e dançando
Preparamos nossas armas.
Pois
Se a batalha for perdida
Não haverá mais tempo para alegria;
E se for vitoriosa
Talvez nem cantemos a morte do inimigo,
Porque em nosso canto só cabe a vida.
Por isso,
Dancemos e cantemos
Porque hoje é a véspera da batalha.
Lua Vazia
A lua cheia saiu vazia que nem eu.
Não tinha São Jorge;
Não tinha cavalo;
Não tinha dragão;
Não tinha nada...
Só a falta, enchendo o oco da lua.
Vai ver nem lua cheia era;
Nem noite de lua;
Nem noite;
Nem lua.
Só a porra da falta a encher o meu oco de nada...
Pois que me venha essa noite sem lua;
E ponha fim em mais um dia cinzento;
Escurecendo mais uma noite em claro;
A redimir a dor desse momento.
Queria essa lua toda minha;
A iluminar e aquecer a noite fria;
Até raiar o lindo sol que um dia;
A colorir e encantar a vida;
Brilhou intenso por um vil instante;
Como se fosse eterna alegria.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Desnorte
Não me perguntem...
Não me pergunto.
Pois já não digo com palavras.
Porque quando falo, minto;
E quando minto, nego;
E quando nego, calo...
E em meu silêncio
Já não sigo caminhos,
Já não faço meus caminhos,
Descaminho, a esmo...
Sem rota e sem rastros
Sigo para qualquer parte,
Dando voltas em meus próprios passos,
Tropeçando em minhas próprias pernas.
Sem metas, nem cartas
Vou atento às setas, às placas;
Para delas desviar-me.
Alimentando-me de palavras
Vou conjugando cada verbo à sorte.
Buscando no caos sua ordem;
Na morte, o cume da vida;
Na vida, a razão da morte.
Desdizendo o que disse:
Desfazendo caminhos,
Construindo novas trilhas,
Vou seguindo velhos mapas...
Não me pergunto.
Pois já não digo com palavras.
Porque quando falo, minto;
E quando minto, nego;
E quando nego, calo...
E em meu silêncio
Já não sigo caminhos,
Já não faço meus caminhos,
Descaminho, a esmo...
Sem rota e sem rastros
Sigo para qualquer parte,
Dando voltas em meus próprios passos,
Tropeçando em minhas próprias pernas.
Sem metas, nem cartas
Vou atento às setas, às placas;
Para delas desviar-me.
Alimentando-me de palavras
Vou conjugando cada verbo à sorte.
Buscando no caos sua ordem;
Na morte, o cume da vida;
Na vida, a razão da morte.
Desdizendo o que disse:
Desfazendo caminhos,
Construindo novas trilhas,
Vou seguindo velhos mapas...
Feridas
Ferida que dói
É carne que está viva.
Sente,
Reclama,
Quer vida.
A ausência da dor é a morte;
Esperança é virtude do forte;
A última dor é a porta da alegria.
É carne que está viva.
Sente,
Reclama,
Quer vida.
A ausência da dor é a morte;
Esperança é virtude do forte;
A última dor é a porta da alegria.
Da boca pra fora
Da boca pra fora eu digo o que quero
Não tenho problemas, sou muito feliz
Recito palavras doces aos teus ouvidos
Eu sou teu espelho, tu és minha atriz
Profiro palavras ferinas, malvadas
Tu és minha amada, és tudo que quis
Respostas seguras, projetos, conceitos
Sou quase perfeito, da boca pra fora
Da boca pra fora tudo é relativo
Não finjo, não minto, sou dono de mim
O amor que eu sinto ou não sinto em meu peito
Digo-te agora, da boca pra fora
Ou não conto a ninguém
Não pense que escondo minha identidade
Veja o meu retrato está em toda parte
Veja o meu nome é o mesmo seu
Se queres saber quem sou eu agora?
Digo-te sem medo, não tenho segredos:
Sou forte, sou belo, sou cheio de sorte
Sou cheio de vida, não temo a morte
Odeio a mentira, sou simples, seguro
Dou-te minha palavra...
Da boca pra fora.
Não tenho problemas, sou muito feliz
Recito palavras doces aos teus ouvidos
Eu sou teu espelho, tu és minha atriz
Profiro palavras ferinas, malvadas
Tu és minha amada, és tudo que quis
Respostas seguras, projetos, conceitos
Sou quase perfeito, da boca pra fora
Da boca pra fora tudo é relativo
Não finjo, não minto, sou dono de mim
O amor que eu sinto ou não sinto em meu peito
Digo-te agora, da boca pra fora
Ou não conto a ninguém
Não pense que escondo minha identidade
Veja o meu retrato está em toda parte
Veja o meu nome é o mesmo seu
Se queres saber quem sou eu agora?
Digo-te sem medo, não tenho segredos:
Sou forte, sou belo, sou cheio de sorte
Sou cheio de vida, não temo a morte
Odeio a mentira, sou simples, seguro
Dou-te minha palavra...
Da boca pra fora.
Viva a Educação do Campo!
Educadores e educadoras do campo,
Preparemos as ferramentas para a lida.
O grito que nos chama é a vida,
Que reclama o direito de viver.
Na terra, no mar, nas matas,
Em todo canto onde houver luta,
Batalhemos a nossa labuta,
E escutemos, da luta, o saber.
Escutemos os gemidos que brotam da terra;
Escutemos os mares;
Escutemos as matas.
São gritos doídos de terra cercada,
De mares saqueados,
De matas tombadas.
São gritos daqueles feridos na luta,
Gemidos de fome, de morte, de dor;
São sussurros de consolo;
São gemidos de amor;
São os gritos de um povo: Liberdade!
Educadores e educadoras do campo,
Sintamos o cheiro da terra molhada.
A hora é agora: a semente jaz plantada.
Mas como vingar numa terra aprisionada?
Derrubemos, pois, as cercas!
Libertemos esse chão!
E na terra de todos e todas;
Em toda a terra;
Em todos nós;
Cultivemos nossa semente: Libertação!
E no ofício camponês,
Fecundando uma nova terra,
Semeando um novo campo,
Não ouviremos velhos gritos;
Entoaremos um novo canto:
Viva o novo homem e a nova mulher!
Viva a nova sociedade!
Viva o novo campo, a nova cidade!
Viva a Liberdade!
Viva a Educação do Campo!
Preparemos as ferramentas para a lida.
O grito que nos chama é a vida,
Que reclama o direito de viver.
Na terra, no mar, nas matas,
Em todo canto onde houver luta,
Batalhemos a nossa labuta,
E escutemos, da luta, o saber.
Escutemos os gemidos que brotam da terra;
Escutemos os mares;
Escutemos as matas.
São gritos doídos de terra cercada,
De mares saqueados,
De matas tombadas.
São gritos daqueles feridos na luta,
Gemidos de fome, de morte, de dor;
São sussurros de consolo;
São gemidos de amor;
São os gritos de um povo: Liberdade!
Educadores e educadoras do campo,
Sintamos o cheiro da terra molhada.
A hora é agora: a semente jaz plantada.
Mas como vingar numa terra aprisionada?
Derrubemos, pois, as cercas!
Libertemos esse chão!
E na terra de todos e todas;
Em toda a terra;
Em todos nós;
Cultivemos nossa semente: Libertação!
E no ofício camponês,
Fecundando uma nova terra,
Semeando um novo campo,
Não ouviremos velhos gritos;
Entoaremos um novo canto:
Viva o novo homem e a nova mulher!
Viva a nova sociedade!
Viva o novo campo, a nova cidade!
Viva a Liberdade!
Viva a Educação do Campo!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Alucinações
Momentos tão saudosos
Que me assaltam em fragmentos,
Arrebatam minha alma
E deixam o corpo em tormento.
Subvertendo a história,
Rompem com a linha do tempo,
Como erva que alucina,
Aliena, desatina
E põe a prova
Os sentidos.
E te vejo
E te cheiro
E te beijo
E te sinto...
Eu juro: não minto!
Sou cético: é real!
Mas se a lucidez prevalece,
Ainda que por um segundo,
Mergulho em ti,
Vou profundo,
Nesse encontro virtual.
Que me assaltam em fragmentos,
Arrebatam minha alma
E deixam o corpo em tormento.
Subvertendo a história,
Rompem com a linha do tempo,
Como erva que alucina,
Aliena, desatina
E põe a prova
Os sentidos.
E te vejo
E te cheiro
E te beijo
E te sinto...
Eu juro: não minto!
Sou cético: é real!
Mas se a lucidez prevalece,
Ainda que por um segundo,
Mergulho em ti,
Vou profundo,
Nesse encontro virtual.
Ritual
E chegará o dia em que
Os deuses cobrarão
De nossas vidas, as paixões...
O cerimonial será
Efêmero para os mortos,
Mas sublime, aos que sofrem.
Nesse dia,
Teu cheiro exalará
Invadindo todo o meu templo;
Teu beijo despertará o espírito adormecido;
Tua mão tocará meu coração;
Teu corpo receberá minha oferta;
E seremos um...
E arderemos intensamente!
Porque
Teu cheiro é o incenso;
Teu corpo, o altar;
E tua boca...
A janela de minha alma!
Os deuses cobrarão
De nossas vidas, as paixões...
O cerimonial será
Efêmero para os mortos,
Mas sublime, aos que sofrem.
Nesse dia,
Teu cheiro exalará
Invadindo todo o meu templo;
Teu beijo despertará o espírito adormecido;
Tua mão tocará meu coração;
Teu corpo receberá minha oferta;
E seremos um...
E arderemos intensamente!
Porque
Teu cheiro é o incenso;
Teu corpo, o altar;
E tua boca...
A janela de minha alma!
Viva a arte!
Como falar do amor
Do amor que a gente sente
Não do que está na mente
Do nosso interlocutor?
Como fazer sentir a dor
Da ferida machucada
Se as palavras que profiro
Serão relativizadas?
Sentimento absoluto
Que está em toda parte
Corre a procura da arte
Não perde nenhum segundo
Corre a procura da arte
Ela é a expressão do mundo
Do amor que a gente sente
Não do que está na mente
Do nosso interlocutor?
Como fazer sentir a dor
Da ferida machucada
Se as palavras que profiro
Serão relativizadas?
Sentimento absoluto
Que está em toda parte
Corre a procura da arte
Não perde nenhum segundo
Corre a procura da arte
Ela é a expressão do mundo
Sonhos...
Aos cinco anos
Sonhei com castelos e carruagens
Aos quinze anos
Sonhei com a casa própria
E o carro popular
Aos vinte e cinco anos
Sonhei pagar o aluguel atrasado
E ter o dinheiro pra passagem do ônibus
Pôrra!
Parei de sonhar...
Sonhei com castelos e carruagens
Aos quinze anos
Sonhei com a casa própria
E o carro popular
Aos vinte e cinco anos
Sonhei pagar o aluguel atrasado
E ter o dinheiro pra passagem do ônibus
Pôrra!
Parei de sonhar...
Cilada
Se o desejo que sinto agora
É ter-te sempre ao meu lado,
Se a boca me quer calado,
Colado ao beijo teu,
Se o meu pensamento se fez
Tua eterna morada;
O ósculo foi a cilada,
Que armamos para nós.
Fugir é ilusão, não há norte,
Apolo rendeu-se a Dionísio.
E onde quer que busque abrigo
Irás comigo, meu querido algoz.
Quedo-me, então, à minha própria sorte,
Pois certeza na vida, só a morte;
Tudo mais é pura especulação.
Se amanhã o ônus pago for a lamúria,
Será por ter rendido-me à fúria
Dessa impetuosa paixão.
Tristeza maior, pois, seria
Poupar-me dessa alegria
E viver chorando depois...
Os lábios que não senti,
De uma paixão não vivida.
É ter-te sempre ao meu lado,
Se a boca me quer calado,
Colado ao beijo teu,
Se o meu pensamento se fez
Tua eterna morada;
O ósculo foi a cilada,
Que armamos para nós.
Fugir é ilusão, não há norte,
Apolo rendeu-se a Dionísio.
E onde quer que busque abrigo
Irás comigo, meu querido algoz.
Quedo-me, então, à minha própria sorte,
Pois certeza na vida, só a morte;
Tudo mais é pura especulação.
Se amanhã o ônus pago for a lamúria,
Será por ter rendido-me à fúria
Dessa impetuosa paixão.
Tristeza maior, pois, seria
Poupar-me dessa alegria
E viver chorando depois...
Os lábios que não senti,
De uma paixão não vivida.
Altas horas
É tarde...
As horas quase já não são mais desse dia
Aonde não chega o mercúrio ou néon
Somente o breu, a agonia.
Vultos sombrios vagam na noite
Crianças sombrias a esmo, drogadas.
Os velhos e mendigos já não esmolam
Dormem, nos cantos, nos bancos
Sem canto, jogados...
Nos bares há vida, comida, bebida ávida.
Os travestis estão nas esquinas,
Os assaltantes, também
A morte os espreita mais de perto,
A mim também.
Incerto, mas certo,
Entorpe o dia amanhece...
Amém!
As horas quase já não são mais desse dia
Aonde não chega o mercúrio ou néon
Somente o breu, a agonia.
Vultos sombrios vagam na noite
Crianças sombrias a esmo, drogadas.
Os velhos e mendigos já não esmolam
Dormem, nos cantos, nos bancos
Sem canto, jogados...
Nos bares há vida, comida, bebida ávida.
Os travestis estão nas esquinas,
Os assaltantes, também
A morte os espreita mais de perto,
A mim também.
Incerto, mas certo,
Entorpe o dia amanhece...
Amém!
Às vésperas da morte
O que nos move?
Que força é essa capaz de
Mobilizar nosso presente em
Função de um pretenso e incerto futuro?
Homens de futuro...
Que criam, procriam e morrem...
Que crêem pregam e morrem...
Que sublimam, somatizam e morrem...
Que usurpam gananciosamente, acumulam e morrem...
Que amam, que matam e morrem...
Que comem, gozam e morrem...
Que famintos e castos, secam e morrem...
Que nascem, abortam e morrem...
Mas que acreditam no futuro
E consomem suas forças
Numa louca lida a que chamam vida.
Que força é essa capaz de
Mobilizar nosso presente em
Função de um pretenso e incerto futuro?
Homens de futuro...
Que criam, procriam e morrem...
Que crêem pregam e morrem...
Que sublimam, somatizam e morrem...
Que usurpam gananciosamente, acumulam e morrem...
Que amam, que matam e morrem...
Que comem, gozam e morrem...
Que famintos e castos, secam e morrem...
Que nascem, abortam e morrem...
Mas que acreditam no futuro
E consomem suas forças
Numa louca lida a que chamam vida.
Se o dia amanhecer
Quando o dia amanhecer
Vou abrir minhas janelas
E em meu barraco de favela
Deixarei o sol entrar...
Mas se janelas não houver
No quarto escuro e desolado
Pelas frestas do telhado
Deixarei o sol entrar...
E se for manhã de chuva?
Num barquinho de papel
Vagarei rumo ao oceano
Pelas lamas da sarjeta
Que se formam na biqueira
Da morbidez de meu quarto
Se o dia amanhecer
Vou abrir minhas janelas
E em meu barraco de favela
Deixarei o sol entrar...
Mas se janelas não houver
No quarto escuro e desolado
Pelas frestas do telhado
Deixarei o sol entrar...
E se for manhã de chuva?
Num barquinho de papel
Vagarei rumo ao oceano
Pelas lamas da sarjeta
Que se formam na biqueira
Da morbidez de meu quarto
Se o dia amanhecer
Desatino
Quando tua língua toca meu corpo inerte
Um turbilhão de sensações desencadeia
Interligadas como os nós de uma teia
Em cada ponto, uma diferente
A alma abandona o corpo ausente
Sem ordem, sem nexo, em desatino
Não sei se estou chorando ou sorrindo
Ao entregar-me ao natural deleite
E no vazio em que se encontra a mente
No limiar entre o real e o devaneio
A razão, doida, busca no teu seio
O seu prazer, único regente.
Um turbilhão de sensações desencadeia
Interligadas como os nós de uma teia
Em cada ponto, uma diferente
A alma abandona o corpo ausente
Sem ordem, sem nexo, em desatino
Não sei se estou chorando ou sorrindo
Ao entregar-me ao natural deleite
E no vazio em que se encontra a mente
No limiar entre o real e o devaneio
A razão, doida, busca no teu seio
O seu prazer, único regente.
Travessia
Está lá o corpo inerte
No asfalto.
Sem riso,
Sem brilho,
De assalto.
Na pista quente
Um fio de sangue esfria.
A um segundo vivia,
Até a travessia...
Da vida, da via...
No asfalto.
Sem riso,
Sem brilho,
De assalto.
Na pista quente
Um fio de sangue esfria.
A um segundo vivia,
Até a travessia...
Da vida, da via...
Quero tudo!
Quando o amanhã chegar,
Quero estar por inteiro.
Como a criança
E seu brinquedo
Como a vida
Como a morte.
Sem fronteiras,
Sem medos,
Sem certezas,
Sem futuro...
Quero tudo!
No claro e no escuro
Sentir todas as dores,
Todas as alegrias.
Embriagar-me do mundo,
Ir fundo!
Escrever poemas,
Dar flores,
Andar de mãos dadas,
Beijar na boca,
Fazer amor com cada parte do teu corpo,
Da tua alma.
Perder o juízo
Sem perder a calma.
Acertar
Com o que se erra.
Perder a vergonha
Sem perder a alma.
Ganhar o céu
Sem perder a terra!
Quero estar por inteiro.
Como a criança
E seu brinquedo
Como a vida
Como a morte.
Sem fronteiras,
Sem medos,
Sem certezas,
Sem futuro...
Quero tudo!
No claro e no escuro
Sentir todas as dores,
Todas as alegrias.
Embriagar-me do mundo,
Ir fundo!
Escrever poemas,
Dar flores,
Andar de mãos dadas,
Beijar na boca,
Fazer amor com cada parte do teu corpo,
Da tua alma.
Perder o juízo
Sem perder a calma.
Acertar
Com o que se erra.
Perder a vergonha
Sem perder a alma.
Ganhar o céu
Sem perder a terra!
Revoluções?
De que são feitas as revoluções?
De ideais?
De sonhos?
De Luta?
De gente.
De homens e mulheres e plantas
E negros e brancos e arco-íris...
Tão iguais
Tão diferentes.
Que sonham e temem
Que desejam e retrocedem
Que lutam e choram
Que se permitem
Que toleram.
Lutadoras e lutadores
Bem humanos, como a gente.
Que se dispõe a caminhar juntos,
Mãos dadas,
Passos lentos... Firmes!
Que aprendem juntos
Que ensinam juntos...
Uns aos outros.
Bem humanos, como a gente
Que não estão prontos nunca.
Mas que têm coragem de abraçar
E beijar
E amar
E rir
E chorar...
De morrer!
E de matar!
Disso são feitas as revoluções.
De ideais?
De sonhos?
De Luta?
De gente.
De homens e mulheres e plantas
E negros e brancos e arco-íris...
Tão iguais
Tão diferentes.
Que sonham e temem
Que desejam e retrocedem
Que lutam e choram
Que se permitem
Que toleram.
Lutadoras e lutadores
Bem humanos, como a gente.
Que se dispõe a caminhar juntos,
Mãos dadas,
Passos lentos... Firmes!
Que aprendem juntos
Que ensinam juntos...
Uns aos outros.
Bem humanos, como a gente
Que não estão prontos nunca.
Mas que têm coragem de abraçar
E beijar
E amar
E rir
E chorar...
De morrer!
E de matar!
Disso são feitas as revoluções.
Cale a boca, professora!
Cale a boca, professora!
Meu ouvido não é penico.
Seu saber pra mim é lixo
E eu não tô nem me lixando
Se tô perdendo, ou ganhando...
Engulo tudo e vomito!
Meu ouvido não é penico.
Seu saber pra mim é lixo
E eu não tô nem me lixando
Se tô perdendo, ou ganhando...
Engulo tudo e vomito!
Metrópole
Brancos, amarelos,
Negros, roxos,
Altos e baixos;
Tortos.
Trânsito congestionado,
Céu congestionado,
Terra congestionada,
Nariz congestionado.
Todo mundo;
Do mundo todo.
Num único lugar;
Vários lugares,
Diversos.
Grandes caixões, enormes;
Pequenos caixotes, aos milhões,
Nos altos e baixos.
No asfalto,
No assalto,
Por todos os lados,
A vida borbulha.
Vidas que se misturam;
Mas só um pouco.
Negros, roxos,
Altos e baixos;
Tortos.
Trânsito congestionado,
Céu congestionado,
Terra congestionada,
Nariz congestionado.
Todo mundo;
Do mundo todo.
Num único lugar;
Vários lugares,
Diversos.
Grandes caixões, enormes;
Pequenos caixotes, aos milhões,
Nos altos e baixos.
No asfalto,
No assalto,
Por todos os lados,
A vida borbulha.
Vidas que se misturam;
Mas só um pouco.
A luta pela terra
Ah, senhores que aprisionam nossas terras...
Não nos venham dizer quem somos;
Não venham ditar nossos sonhos,
Nem projetar nosso destino.
Já o sabem nossos meninos:
Somente com liberdade há vida.
E de nós, dizemos nós mesmos!
Os galos e as galinhas já cantam no terreiro;
O cheiro da manhã já se anuncia.
Se a cerca ainda avança;
Nossos passos já não param à porteira;
Nosso grito, a bala já não cala;
Nossos corpos, já não cabem mais nas celas;
E nossos braços não repousam cruzados à terra fria;
Porque não nos prestamos a isso!
Ah, senhores que aprisionam nossas terras...
Não assistiremos passivos
Transformarem nossos campos
Em venenosos pastos;
Não sucumbiremos à vossa gana capitalista;
Resistiremos;
Existiremos;
Construiremos outro campo!
Nessa marcha de homens e mulheres,
Combateremos até a vida.
(Em nossos horizontes não cabe a morte)
Porque nosso motor é a luta;
Nosso lugar é a Terra;
Nosso grito, liberdade!
E nosso sonho,
Uma nova sociedade!
Não nos venham dizer quem somos;
Não venham ditar nossos sonhos,
Nem projetar nosso destino.
Já o sabem nossos meninos:
Somente com liberdade há vida.
E de nós, dizemos nós mesmos!
Os galos e as galinhas já cantam no terreiro;
O cheiro da manhã já se anuncia.
Se a cerca ainda avança;
Nossos passos já não param à porteira;
Nosso grito, a bala já não cala;
Nossos corpos, já não cabem mais nas celas;
E nossos braços não repousam cruzados à terra fria;
Porque não nos prestamos a isso!
Ah, senhores que aprisionam nossas terras...
Não assistiremos passivos
Transformarem nossos campos
Em venenosos pastos;
Não sucumbiremos à vossa gana capitalista;
Resistiremos;
Existiremos;
Construiremos outro campo!
Nessa marcha de homens e mulheres,
Combateremos até a vida.
(Em nossos horizontes não cabe a morte)
Porque nosso motor é a luta;
Nosso lugar é a Terra;
Nosso grito, liberdade!
E nosso sonho,
Uma nova sociedade!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Doces segredos
Olhar dissimulado,
Desejos guardados.
Doces segredos
Que as mãos espalham,
Lentamente, no corpo inteiro.
Segredos que ardem,
Desejos em brasa.
Incontidos,
Impulsivos.
Incabidos nos corpos,
Rompem os limites.
Gratuitamente,
Arrebatam as almas.
Corpos que pulsam,
Freneticamente.
Almas que vagueiam
Por vales desconhecidos.
Delírios ímpares.
Cheiros,
Sabores,
Calores,
Gemidos.
Por fim,
Quedo-me em teus braços.
Completamente rendido,
Abandono em ti meu corpo lasso.
Desejos guardados.
Doces segredos
Que as mãos espalham,
Lentamente, no corpo inteiro.
Segredos que ardem,
Desejos em brasa.
Incontidos,
Impulsivos.
Incabidos nos corpos,
Rompem os limites.
Gratuitamente,
Arrebatam as almas.
Corpos que pulsam,
Freneticamente.
Almas que vagueiam
Por vales desconhecidos.
Delírios ímpares.
Cheiros,
Sabores,
Calores,
Gemidos.
Por fim,
Quedo-me em teus braços.
Completamente rendido,
Abandono em ti meu corpo lasso.
Descobertas...
Que nossos passos nos conduzam cada dia a um novo lugar;
Que nossas línguas descubram um novo sabor a cada beijo;
Que nossos corpos não saciem seus desejos;
E que nosso amor alimente-se de todas as formas de amar.
Que nossas línguas descubram um novo sabor a cada beijo;
Que nossos corpos não saciem seus desejos;
E que nosso amor alimente-se de todas as formas de amar.
Humanidades
Não nos contentaremos com as aparências
Não nos acostumaremos com o estranho
Não será a mediocridade nossa referência
Continuaremos a acreditar nos sonhos.
Rejeitaremos
A regra
A norma
A moda
A forma...
E nos indignaremos
E transgrediremos
E ousaremos
E criaremos
E seremos...
... mais humanos
Não nos acostumaremos com o estranho
Não será a mediocridade nossa referência
Continuaremos a acreditar nos sonhos.
Rejeitaremos
A regra
A norma
A moda
A forma...
E nos indignaremos
E transgrediremos
E ousaremos
E criaremos
E seremos...
... mais humanos
Assinar:
Postagens (Atom)

